Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
Braz J Otorhinolaryngol 2018;84:102-8 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.05.056
Artigo de revisão
Osteonecrosis of the jaws: a review and update in etiology and treatment
Osteonecrose da mandíbula: revisão e atualização em etiologia e tratamento
Guilherme H. Ribeiroa, Emanuely S. Chruna, Kamile L. Dutraa, Filipe I. Danielb, Liliane J. Grandob,,
a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Programa de Pós‐Graduação em Odontologia, Florianópolis, SC, Brasil
b Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, Ambulatório de Estomatologia, Florianópolis, SC, Brasil
Recebido 25 Setembro 2016, Aceitaram 31 Maio 2017
Resumo
Introdução

A osteonecrose da mandíbula pode resultar da radiação usada na radioterapia para tratamento de tumores malignos ou de medicamentos usados para remodelação óssea e antiangiogênese, como os bifosfonatos. Essas condições podem ser associadas a fatores desencadeantes, como infecção, trauma e diminuição da vascularização. O tratamento de pacientes com osteonecrose da mandíbula requer cautela, pois não existe um tratamento específico que atue de maneira isolada e decisiva. No entanto, diferentes modalidades de tratamento podem ser empregadas de forma associada para controlar e estabilizar lesões.

Objetivo

Revisar os conhecimentos atuais sobre a etiologia e o tratamento da osteonecrose da mandíbula, tanto induzidos por radiação quanto relacionados à medicação, para melhorar o conhecimento dos profissionais que busquem a qualidade de vida de seus pacientes.

Método

Revisão de literatura na base de dados PubMed, bem como pesquisa manual de publicações relevantes na lista de referência de artigos selecionados. Foram selecionados e analisados artigos em inglês publicados de 1983 a 2017, que avaliaram osteonecrose da mandíbula como seu principal objetivo.

Resultados

Infecções, traumas e diminuição da vascularização são fatores desencadeantes da osteonecrose da mandíbula. Medidas profiláticas e/ou estabilizadoras podem ser usadas em associação com modalidades terapêuticas para o tratamento adequado de pacientes com osteonecrose da mandíbula.

Conclusão

Selecionar uma terapia apropriada para o tratamento de osteonecrose da mandíbula com base na literatura atual é uma decisão racional que pode ajudar a estabelecer a um plano de tratamento adequado.

Abstract
Introduction

Osteonecrosis of the jaws can result either from radiation, used in radiotherapy for treatment of malignant tumors, or medications used for bone remodeling and anti‐angiogenesis such as bisphosphonates. These conditions can be associated with triggering factors such as infection, trauma and decreased vascularity. The management of patients with osteonecrosis of the jaws requires caution since there is no specific treatment that acts isolated and decidedly. However, different treatment modalities can be employed in an associated manner to control and stabilize lesions.

Objective

To review the current knowledge on etiology and management of osteonecrosis of the jaws, both radio‐induced and medication‐related, aiming to improve knowledge of professionals seeking to improve the quality of life of their patients.

Methods

Literature review in PubMed as well as manual search for relevant publications in reference list of selected articles. Articles in English ranging from 1983 to 2017, which assessed osteonecrosis of the jaws as main objective, were selected and analyzed.

Results

Infections, traumas and decreased vascularity have a triggering role for osteonecrosis of the jaws. Prophylactic and/or stabilizing measures can be employed in association with therapeutic modalities to properly manage osteonecrosis of the jaws patients.

Conclusion

Selecting an appropriate therapy for osteonecrosis of the jaws management based on current literature is a rational decision that can help lead to a proper treatment plan.

Keywords
Osteoradionecrosis, Osteonecrosis, Therapy, Review
Palavras‐chave
Osteorradionecrose, Osteonecrose, Terapia, Revisão
Braz J Otorhinolaryngol 2018;84:102-8 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.05.056